Arara-azul: adorável símbolo de saúde ambiental

Beleza, tamanho e comportamento. A Arara-azul chama atenção por tudo isso e muito mais. Vem desvendar os mistérios desse animal fascinante que encanta com sua cor vibrante e seu barulho animado. Os detalhes eu conto a seguir!

Como se não bastassem todos estes motivos para cuidar bem dela, a presença da Arara-azul é um importante indicativo de saúde ambiental, sabia? A conservação do Pantanal passa pela proteção dessa ave.

Nos fins de tarde, bandos da Arara-azul fazem um tipo de reunião em árvores “dormitórios”. Isso depois de voar bastante o dia todo, aos pares ou em grupos. Outra curiosidade sobre os hábitos delas: os casais são fiéis e dividem as tarefas de cuidar das crias, tais quais os  pinguins.

Para garantir energia, a Arara-azul come castanhas de duas espécies de palmeiras, acuri e bocaiúva, seja aproveitando as que estão no chão ou pegando a refeição diretamente dos cachos.

Anodorhynchus hyacinthinu é seu nome científico. Popularmente, é conhecida ainda como arara-azul-grande, arara-jacinto, araraúna ou araruna. Olha que belezinha na foto abaixo!

Ave da família Psittacidae, é o maior animal entre os psitacídeos, ou seja, araras, papagaios, maritacas e periquitos. Chega a medir 1 m, da ponta do bico à extremidade da cauda. E pesa até 1,3 kg.

Habita os biomas da Floresta Amazônica e, em especial, do Cerrado e Pantanal; ocorre em 11 estados brasileiros. São eles: Amazonas, Tocantins, Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pará, São Paulo e Piauí.

Infelizmente, está ameaçada de extinção por conta do desmatamento, caça e comércio ilegal. Quase desapareceu totalmente das matas brasileiras devido à destruição dos habitats e captura irregular para tráfico de animais silvestres.

A boa notícia é que no Mato Grosso do Sul existe um importante aliado na luta pela preservação da espécie. É o Projeto Arara-azul, criado pela bióloga Neiva Guedes, que contou com apoio do WWF-Brasil de 1998 a 2008. O que os pesquisadores fazem por lá? Confira:

  • Atividades com visitantes na sede do Projeto Arara-azul
  • Palestras nas escolas locais e outras ações de educação ambiental
  • Monitoramento de filhotes, incluindo acompanhamento de dados como pesagem, análise de sangue e identificação genética
  • Instalação de ninhos artificiais
  • Supervisão, restauração e controle de ninhos naturais e artificiais
  • Observação da fase de reprodução das araras e dos resultados do período

Para você ter uma noção das ações e consequências, foram instalados 182 ninhos artificiais, além de monitoramento de quase 400 ninhos cadastrados em fazendas, entre elas as localizadas no Pantanal de Aquidauana, do Rio Negro e Nabileque. Com isso, desde 1999, o número de Araras-azuis passou de 1500 para 5000 no Pantanal.

Que bom!

Arara-azul: reprodução

A Arara-azul começa sua família aos sete anos, e forma seu ninho aumentando pequenas cavidades no tronco das árvores. Em seguida, forra o buraco com lascas da madeira. Mas não é fácil encontrar perfurações naturais, pois existe uma forte concorrência com outras espécies.

No Pantanal, 90% dos ninhos da Arara-azul são construídos no manduvi, graças à maciez do vegetal. Entretanto, podem ser utilizadas ainda as variedades ximbuva e angico branco.

A média é de dois filhotes da ave por ninhada, porém, geralmente, apenas um sobrevive. Enquanto a cria não nasce, a fêmea passa boa parte do tempo no ninho, incubando os ovos, cabendo ao macho a missão de alimentar a futura mamãe.

E é bom ficar de olho mesmo, viu? Gralhas, tucanos e outros bichos como o gambá costumam atacar e comer 40% dos ovos da Arara-azul.

Depois de cerca de 28 dias, o ovo eclode e nascem os filhotes, frágeis, que ficam sob a guarda dos pais durante seis meses. Até completarem 45 dias, correm mais risco, uma vez que não conseguem se defender sequer de baratas e formigas.

Aos três meses, com o corpo coberto de penas, o gracioso bebê Arara-azul começa a ensaiar seus primeiros voos. E segue o baile, como dizemos…

Encontro você aqui no próximo post, ok? Até lá!

 

Imagens:

Image by ligiera from Pixabay
Image by Angie Toh from Pixabay

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