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Harpia: uma mais poderosas aves de rapina; veja aqui

Com suas asas largas e arredondadas abertas, a envergadura chega a 2,5 m. O peso pode atingir até 10 kg. A Harpia é uma das maiores aves de rapina do mundo, e a maior das Américas. Hoje, você vai conhecer melhor esse bicho poderoso.

Dizem, inclusive, que seu nome é inspirado em monstros alados da mitologia grega, para você ter uma noção da potência dessa predadora capaz de capturar presas com mais de 6kg.

O batismo foi feito por um cientista chamado Linnaeus, que descreveu a Harpia. Por aí você pode perceber a capacidade do animal. Ah! Tem muitas outras curiosidades! O post está só começando…

O visual imponente da Harpia adulta fica completo com um belo dorso cinza escuro, quase preto, além de peito e abdômen brancos, pescoço com uma espécie de colar negro e cabeça cinza com penacho dividido.

E mais: cauda escura com três barras cinzentas; calções (porção emplumada das pernas) e partes inferiores das asas na cor branca com listras pretas.

Antes de adquirir a aparência definitiva, a plumagem da Harpia é clara na fase jovem, indo do branco ao cinza claro. Só depois de quatro ou cinco anos de vida é que ganha as tonalidades e marcas permanentes.

Habitante de florestas, a Harpia é encontrada no Brasil na região amazônica e partes de Mata Atlântica, principalmente próximo ao sul da Bahia e norte do Espírito Santo.

Também é chamada de uiruuetê, uiraçu, cutucurim, uiraçu-verdadeiro, apacanim, gavião-de-penacho e uraçu, mas, no meio científico é simplesmente Harpia harpyja.

Seu canto é marcante, bastante audível à distância; um assobiado forte. Embora seja uma ave grande, consegue ser extremamente discreta, pois gosta de pousar no meio da vegetação, e não no topo das copas das árvores. Dificilmente voa acima da floresta ou aparece em áreas abertas.

Conheça outros hábitos, alimentação e reprodução da Harpia na segunda parte. Antes, dá uma olhada na foto abaixo para conferir a beleza desse animal!

Harpia: reprodução, alimentação e comportamento de caça

O menu predileto da Harpia é composto especialmente de mamíferos arborícolas e terrestres. Por exemplo: primatas e preguiças; veados, gambás, tatus, quatis e cachorros-do-mato.

Também curte de vez em quando répteis, araras, seriemas e outras aves. Ela não dispensa nem bichos de seu tamanho! Caça macacos, bugios e, principalmente, preguiças, um de seus alimentos mais frequentes.

Tudo isso graças aos tarsos (terceiro segmento nos membros posteriores das aves) e garras bem-desenvolvidos, com unha do hálux de até 7 cm. E a sua estratégia de ficar na espreita, passando praticamente despercebida, pousada por um bom tempo, apesar do tamanho generoso.

Ao avistar uma vítima, aí sim, coloca toda sua agilidade pra jogo, fazendo deslocamentos entre as copas das árvores. E captura a presa tanto no alto quanto no chão.

Como o macho é menor e mais rápido do que a fêmea, o casal acaba caçando presas diferentes. Ele fica geralmente com pequenos mamíferos terrestres e aves; já a Harpia fêmea, maior e mais lenta, dá conta de macacos e da preguiça. Faz sentido, não é?

Aliás, há relatos na internet de pesquisas indicando que a preguiça é a principal presa da espécie, chegando a nada mais nada menos que 36% de sua dieta em algumas localidades e 79% na região de Parintins.

Indo agora para a reprodução da Harpia, essa ave monogâmica faz um ninho em estilo plataforma, no alto de árvores em desenvolvimento. Esperta que só ela, normalmente usa a primeira ramificação do vegetal.

Pilhas de galhos e ramos secos servem de matéria-prima para o ninho que receberá no máximo dois ovos esbranquiçados, com uma média de 110 g cada. A incubação dura cerca de 56 dias, mas apenas um filhote costuma sobreviver.

O bebê Harpia começa a voar com 141/148 dias de vida. Depois que deixa o ninho, fica por perto dos pais, porém, recebendo alimento com menor regularidade – às vezes, uma vez a cada cinco dias.

Ou seja, tem mais é que aprender aos poucos a se virar sozinho, ainda que o jovem Harpia tenha um período de dependência dos adultos por mais de um ano. Por isso, os casais acabam reproduzindo em intervalos de, no mínimo, dois anos.

A natureza é surpreendente e tem seus processos e ritmos. Aqui no QC Animais, você fica por dentro deles, como fez hoje no caso da Harpia. Espero que tenha gostado!

Até breve!

 

Imagens: Marcelo Plaza from Pixabay

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