Gato

Esporotricose em gatos: causas, sintomas e tratamentos

Esporotricose em gatos

Entre as doenças que os bichanos podem contrair, a esporotricose em gatos exige cuidado, já que é mais recorrente nos felinos, do que em outros animais. É melhor prevenir, pois ela pode afetar bastante qualidade de vida do seu gatinho e incomodar bastante.

Quem tem bichanos sabe como é bom ver seu gatinho correndo pela casa ou mesmo dormindo tranquilo pelos cantos. Ninguém quer ver seu gatinho doente, não é? Por isso mesmo é preciso cuidar dos bichinhos e prevenir as doenças, pois eles são mais frágeis do que aparentam.

O que é a esporotricose?

A esporotricose é basicamente uma espécie de micose que é provocada por fungos. Ela costuma afetar a pele, que é a primeira linha de defesa do corpo, mas pode afetar o tecido linfático e até mesmo outros órgãos e ossos do corpo em situações mais graves.

A doença possui 4 estágios e o ideal é que seja tratada logo no início:

  • Esporotricose cutâneo localizada – Forma nódulos (caroços) avermelhados e ínguas na pele do animalzinho. É mais incômodo no rosto, podendo afetar nariz, boca e até olhos do bichano, que são sensíveis
  • Esporotricose cutâneo disseminada – Similar à cutâneo localizada, mas com a diferença de que se espalha e abrange boa parte da pele do bichinho
  • Cutâneo linfática – É um estágio mais complicado. A doença começa a atingir tecidos subcutâneos (em baixo da pele) e começa a afetar o sistema linfático. Surgem mais feridas, nódulos e ínguas
  • A esporotricose extracutânea – A doença avança para um estado mais grave e começa a atingir órgãos e ossos

Quais são os sintomas da esporotricose em gatos?

Os principais sintomas são o aparecimento de nódulos e ínguas na pele. A princípio pode facilmente ser confundida com alergias, uma simples irritação ou coceira. Conforme avança e as feridas vão surgindo pode até ser confundida com sarna, mas são doenças diferentes, mesmo que com sintomas similares.

Esporotricose em gatos

Como se dá a contaminação da esporotricose em gatos?

A contaminação é causada por fungos que geralmente habitam ambientes com terra e plantas, incluindo parques, praças, sítios. Deixar o seu bichano brincar nesses ambientes é muito saudável, mas comece a observar se surgirem vermelhidões e feridinhas.

A doença é incomum na Europa, mas se faz presente em todos os outros continentes, portanto nossos bichinhos precisam dessa atenção. Se você mora em um ambiente tropical ou subtropical tome cuidado redobrado caso note algum dos sintomas.

Ela infecta outros animais?

Não só infecta outros animais, como também pode afetar humanos, mas vamos explicar melhor para você não se preocupar.

A esporotricose costuma afetar pessoas que trabalham manualmente em ambientes de plantações e com muita terra, mas não costuma ter muitas repercussões. É preciso dar atenção especial para crianças que são mais vulneráveis, principalmente as menores que estão colocando tudo na boca.

Em outros animais como aves e cães, a infecção também é possível, mas os gatinhos são mais susceptíveis. Os sintomas são basicamente os mesmos.

Posso pegar a doença do animalzinho?

Pode, mas não pelo toque. A esporotricose em gatos só afeta os humanos se ingerirem algum alimento contaminado por saliva, urina ou fezes do animal. O mesmo vale para cães. O que não significa que o humano não possa adquirir a doença diretamente por cortes e feridas e a exposição ao fungo.

Isso acontece no mato, mas a contaminação por meio de animais é muito difícil, já que a doença sofre modificações e age diferente nos organismos, mas, ainda assim, o ideal é usar luvas e evitar mordidas e arranhões dos animais, pois a doença ainda pode ser transmitida.

Como prevenir a esporotricose em gatos?

Uma ótima alternativa é uma higienização do ambiente. Isso pode reduzir o número de fungos e de ácaros (causadores de sarnas). Mesmo em ambientes com plantas e terra, é importante manter o local sem acumulo de plantas secas e mortas que caem de árvores, remover lixos, etc.

Remova qualquer tipo de material que possar vir a cortar ou arranhar seu bichano enquanto ele estiver em um ambiente com risco de contágio. A pele é a camada mais forte para resistir ao contágio do fungo da esporotricose.

Não deixe seu bichinho brincar nesses ambiente se ele tiver algum tipo de ferida ou tiver passado por algum tipo de problema de saúde recentemente, pois a sua imunidade pode estar prejudicada.

E em pessoas?

Tanto em pessoas, como em outros animais, a questão higienização e evitar objetos que possam ferir de qualquer forma, são muito eficientes.

Para quem trabalha com trabalhos manuais e corre o risco de cortar a pele, precisa utilizar luvas. E evite andar descalço nesses ambientes. Atenção especial para crianças pequenas.

No caso de algum animal já estar contaminado, evite o contato sem luvas, principalmente se você tiver alguma ferida. E se levar uma mordida ou arranhão, busque auxílio médico com urgência.

Esporotricose em gatos

Como é feito o tratamento?

O tratamento é feito com antifungos. Um muito comum que é utilizado é o itraconazol, tanto para os bichinhos, quanto para pessoas. O médico ou veterinário deve receitar a melhor opção de acordo com o estágio da doença e o perfil de cada paciente.

A doença demora para se desenvolver?

Isso varia muito de animal para animal e de pessoa para pessoa. O ideal é não esperar a doença se desenvolver, por ser extremamente desconfortável e causar dores. Sem contar o fato de que ela abaixa a imunidade e expõe o tecido cutâneo para a ação de outros tipos de doenças. Não espere o seu bichinho piorar caso note que a vermelhidão está se espalhando.

Algum tratamento caseiro?

Evite esse tipo de tratamento no seu bichano e em qualquer pessoa. Os fungos podem se desenvolver, assim como qualquer bactéria, então é melhor tratá-los na medida certa, do que fortalecer a doença e agravar o quadro do gatinho.

Auxílio veterinário é essencial para a esporotricose em gatos

Tanto no caso da esporotricose em gatos, como em qualquer outro animal, o auxílio de um veterinário é essencial para a saúde do bichano. Não deixe de prevenir e tomar as medidas necessárias caso o animal mostre os efeitos. O mesmo vale para humanos, pois o auxílio médico é necessário e qualquer tipo de auto medicação pode ser muito prejudicial.

Faça um Comentário