Tubarão: características, comportamento e importância

O Tubarão é um superpeixe que habita a Terra muito antes de nós chegarmos por aqui; apareceu há cerca de 450 milhões de anos. Enquanto o homem moderno, mais conhecido como Homo sapiens, surgiu há 400 mil anos, aproximadamente. Dá pra imaginar?

Trata-se de um bicho de muita importância tanto para o ecossistema quanto para o ser humano. Por isso, os próximos parágrafos estão cheios de curiosidades e outros detalhes sobre o Tubarão. Não perca!

Grande predador, está no topo da cadeia alimentar e colabora no controle e saúde das populações de espécies que são suas presas. E não é raro que acabe comendo animais doentes e velhos. Vou falar mais sobre o valor ecológico dele logo logo…

Já pensou em um Tubarão do tamanho de um caminhão de transportar carros, com uns 15 metros de comprimento e manchas brancas por todo o corpo? É o tubarão-baleia.

Mas, apesar do tamanho, ele só come algas, plâncton e um pequeno camarão (krill), ao contrário de seus irmãos. Ou seja, é inofensivo para outros animais marinhos e pessoas.

O tubarão-baleia é um tipo de sonho de “consumo” de muitos mergulhadores, que desejam nadar ao lado do maior e mais bonito peixe do mundo. Aliás, quem já teve essa experiência, garante que é inesquecível.

Se você mergulha e ficou animado, saiba que este animal incrível vive em águas quentes (tropicais) e raramente é visto em cardumes, pois tem hábitos solitários.

Existem cerca de 400 espécies de Tubarão, sendo apenas 33 responsáveis por ataques a humanos – pelo menos os registrados.

Estudos indicam que, na verdade, tubarões não são fãs de carne humana, porém, cometem erros, pensando que pessoas são apetitosas focas ou tartarugas. O tubarão-tigre morde surfistas e banhistas porque acredita que são seu prato preferido, as tartarugas marinhas.

Além disso, nossas vibrações ao nadar são muito parecidas com as das presas. Aí o Tubarão ataca o desafortunado humano e vai embora, digamos, decepcionado. Isto é, meio que dizendo para ele mesmo: “Não era isso que eu queria”. O problema é que, infelizmente, a vítima nem sempre resiste aos ferimentos, e acaba morrendo.

Territoriais, alguns Tubarões também atacam gente porque não gostam de invasão de propriedade. É o caso do Tubarão touro (Carcharhinus leucas). Nadar no local que “pertence” a ele é correr risco de levar um susto ou perder a vida. Esse animal não gosta de estranhos em sua residência.

A maioria dos acidentes ocorre sem qualquer provocação. No entanto, existem situações nas quais as pessoas incomodam os tubarões, e recebem a agressão deles como defesa.

Tubarão: outras curiosidades

Sabia que o peixão que frequentava os oceanos há 449 milhões e 600 mil anos antes de nós não era muito diferente do atual? Estudos demonstram que as mudanças em suas características foram pouquíssimas ao longo do tempo.

Lembrando que, se todas as espécies precisam fazer alterações para sobreviver, então, o Tubarão estaria próximo da perfeição em termos de eficiência, né? Esse “fóssil vivo” é uma verdadeira obra-prima natural!

Não é à toa! Para você ter uma noção, ele conta com um superolfato, que consegue sentir cheiro de um pingo de sangue em 2 milhões de litros de água. O que seria algo como perceber o odor de uma gota de sangue em uma piscina olímpica cheia.

Importância ecológica do Tubarão: saiba mais

Os benefícios incluem o consumo da carne dos Tubarões e a extração de vitamina A de seu fígado, sendo que esta vitamina hoje é sintetizada em laboratório.

O fígado de Tubarão ainda contém uma proteína chamada Esqualamina, presente também no estômago e vesícula biliar, que está associada à capacidade de inibir tumores cerebrais.

E mais: as células deles trazem uma gordura que tem tudo para ser um potente antibiótico. O lipídio está sendo testado experimentalmente na tentativa de combater doenças humanas.

Como você viu neste post, o Tubarão é realmente impressionante de várias maneiras. Mas é bom lembrar que, se todos forem mortos, não será possível obter qualquer benefício, e ainda teremos um desequilíbrio ecológico enorme.

Até o próximo artigo!

Imagens: Pixabay

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